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Postado em 24-01-2008
Arquivado em (Noticias) por Tampa as 24-01-2008


Desde a última quinta-feira (17), “EverQuest” e “Counter-Strike” começaram a ser apreendidos em Goiás pelo Procon - a decisão, contudo, se estende por todo território nacional -, por serem “considerados impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde dos consumidores, em ofensa ao disposto nos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, todos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor”. A decisão foi proferida pelo Juízo da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais e publicada no site oficial do Procon/GO.

Em aparente alusão ao mapa cs_rio, ambientado em uma favela brasileira, “Counter-Strike” é descrito como um jogo em que “traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros“. O texto ainda afirma, sem citar nomes ou pesquisas, que “na visão de especialistas o jogo ensina técnicas de guerra“.

Quanto à “EverQuest”, de acordo com o texto o RPG online “leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos ‘pesados’; pois as tarefas que este recebe, podem ser boas ou más”.

Para o Procon/GO, “os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais“.

No site, o Procon/GO diz ainda que qualquer consumidor goiano que se deparar com a comercialização ou distribuição de “Counter-Strike” ou “EverQuest” pode acionar o órgão, visando a apreensão dos produtos.

No Brasil, todos os jogos comercializados oficialmente são classificados por faixa etária pelo Ministério da Justiça. “Counter-Strike” é vendido para maiores de 18 anos, enquanto “EverQuest” não possui distribuição oficial no país. No passado, quando ainda não havia a política de classificação, já foram banidos do país jogos como “Carmageddon”, “Postal” e “Grand Theft Auto”.

Fonte: UOL Games

Opinião pessoal:

Para começar, gostaria de destacar os trechos em negrito.

Engraçado, mas este juiz só pode estar louco. No mapa cs_rio, por exemplo, não existe nenhum “filme” de introdução ou imagens que possam levar a conclusão de que “traficantes sequestram agentes da ONU e quando policiais chegam para resgatá-los, são recebidos a balas”.

Okay, existem TERRORISTAS e Contra-Terroristas, porém, o objetivo do jogo é matar o inimigo para vencer. Em qualquer outro mapa, o objetivo é o mesmo. Os tais reféns nada mais são do que os cientistas do jogo Half-Life.

Tudo bem, até concordo que deve haver uma faixa etária para os jogos, porém, a visão deste juiz é bem equivocada. Segundo o doutor, se você é terrorista, no jogo, você pode vir a ficar violento e se tornar um bandido na vida real. Mas, e se você for um policial, que deve lutar contra os terroristas para salvar os refens ou então, desarmar bombas? Seu papel é ruim?

Não sei se este juiz e sua corja repararam, mas os games, em sua ENORME maioria tem objetivos parecidos aos de Counter-Strike e Everquest. Matar!

Mesmo por que, no caso do Counter-Strike, não adianta proibir a venda, pois por apenas 15 dolares (em média) você compra on-line uma conta “Steam”, que já vem com o Counter-Strike agregado a ela.

Bom, mas o cara é juiz né? Então, já que é para levar para tal lado, que este doutorzinho leia a minha lista abaixo. Todos os itens abaixo listados deveriam, pela visão do próprio juiz, ser proibida em território nacional:

- Filme tropa de elite e seu futuro seriado na Globo;
- Programa do Datena e afins;
- Aqueles joguinhos de shopping, no qual deve-se martelar os sapos;
- Paintball e/ou LaserShot;
- Espingarda de rolha (aquela brincadeira de feirinha, no qual deve-se derrubar latas);
- entre outros.

Eu, particularmente, não vejo nada de mais nas coisas citadas acima, porém, segundo a visão do juiz, todas essas podem vir a desenvolver o mesmo sintoma dos jogos violentos.

Do que adianta proibir certos games, se diariamente são despejados em cima de nós, imagens de violências em geral, todas transmitidas pela Televisão e sem nenhum horário previsto?

Do que adianta proibir os games, se bandidos estão a solta tornando a violencia real para quem joga ou não o jogo?

Do que adianta proibir os games, se a música mais tocada dos últimos meses é um funk que diz matar policiais com armas de exército?

Do que adianta proibir os games, se favelas crescem cada vez mais no país e fazem com que crianças que NEM TEM ACESSO A COMPUTADORES, tornem seus heróis traficantes locais?

Sinceramente.. não tenho muito o que dizer para este juiz.. só espero que ele veja a imagem abaixo:

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