A China vive um momento onde as atenções mundiais voltam-se à ela. Uma grande oportunidade de crescer e tentar refazer sua imagem, altamente danificada a anos atrás devido inúmeras crises, fome e miséria.
Mas não é novidade que o governo chinês imponha sua força para controlar o país com redijas curtas.
Hoje de manhã eles contaram sua história na abertura oficial das Olimpíadas, onde mesclaram um mundo tecnológico e moderno com um outro simples e tradicional. Uma belíssima festa que emocionou milhões de pessoas ao redor do mundo.
Um grande passo para a imagem que eles começam a conseguir novamente, porém, ainda existem muitas coisas que ofuscam o país.
Não irei citar Tibet aqui neste post pois acredito que isso seja do conhecimento de todos já, mas irei dar ênfase a um assunto que está totalmente ligado ao blog, a Internet.
Fazem anos que a Inernet é controlada pelo governo chinês, onde milhares de sites são bloqueados e até mesmo certas buscas no gigante Google são controladas. Isso nada mais é do que varrer a sujeira para debaixo do tapete, escondendo certas coisas de seu povo e “excluindo” aquilo que possam considerar prejudicial.
Os jornalistas que encontram-se em Pequim para cobrir as Olimpíadas contam com uma Internet controlada e bem restrita, ato que provocou um grande “burburinho”.
A confirmação do “bloqueio” foi dado à cerca de um mês atrás pelo porta-voz da assessoria de imprensa do Bocog (Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos), Sun Weide.
Em seu “discurso”, Weide apenas apontou o bloqueio a sites ligados à seita religiosa de Falun Gong que, segundo ele, “é um culto vetado pela lei chinesa”. Mas nada falou sobre os outros milhares de sites bloqueados pela censura.
“Como outros países, a China administra a Internet em função de suas leis. Não autorizamos o acesso a sites que divulgam informações ilegais ou que prejudiquem nossos interesses”, acrescentou Weide.
Todos no Ministério das Relações Exteriores atribuem a censura ao cumprimento das leis locais e ignoram indagações que possam cutucar seu governo.
Mas agora o governo chinês terá um certo problema, pois chegou ao país um pen-drive chamado de ‘Freedon Stick’, feito por hackers alemães. Tal pen-drive conta com vários programas que redirecionam o tráfego da Internet por diversos computadores espalhados pelo mundo, ou seja, evita que o “grande firewall chinês” descubra de onde vem o acesso.
O “sistema” é vendido por 20 euros (cerca de R$50) pelo “Chaos Computer Club”, da Alemanha, e utiliza um programa disponível gratuitamente na rede, o “The Onion Router” (TOR).
O programa utiliza sistemas de rede privada (VPN) para driblar a censura. Este mesmo programa é usado em outros países que contam com uma censura na web, como os Emirados Árabes Unidos.
De acordo com os responsáveis pelo pen-drive, a vantagem do “Freedon Stick” é que o TOR já vem configurado para ser usado na rede chinesa. O Pen drive só estará disponível para venda durante os jogos Olímpicos de Pequim (duas semanas), pois o objetivo dos hackers é facilitar a divulgação de informações no período em que o mundo olha para a China.