
Os jogos Counter-strike e Everquest foram proibidos em território nacional. Porém, o Counter-Strike é um dos jogos mais jogados no Brasil e no mundo e por tanto rendeu muita discussão na mídia a fora.
A repercussão da proibição já é gigantesca, e as falhas das acusações começam a aparecer.
Incrível como o Procon de Goiás (primeiro orgão de defesa do consumidor a aderir à proibição) é ignorante e duvidou dos internautas e gamers.
Sim, descobriram que o responsável pela proibição do Procon assiste a Globo, em especial, ao Jornal Hoje.
No site oficial do Procon - Goiás (clique aqui) você lê sobre a proibição o seguinte trecho :
“O jogo “Counter Strike” [...] reproduz a guerra entre bandidos e policiais e impressiona pelo realismo. O jogo foi criado nos Estados Unidos e adaptado para o Brasil. No vídeo-game, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros.”
Agora assista ao vídeo abaixo, referente ao Jornal Hoje exibido dia 10/09/2002 :
Uau! Santa criativade BATMAN!
Mesmo texto utilizado pela Globo? No mínimo o redator é do Procon ou o responsável pelo Procon é fã da apresentadora do jornal.
Dia 2 de fevereiro está agendada uma passeata pacifica contra a proibição de games em geral.
O protesto acontecerá no MASP (Av. Paulista - São Paulo) e esta sendo organizada por um Blog, o “Liberdade Gamer“.
Segundo o próprio blog, a repercussão internacional já é bem construtiva. Em um site, o theinquirer.net, foi alegado o seguinte:
“devemos notar que embora cigarros sejam apontados como nocivos à saúde no Brasil, eles nunca foram proibidos”
A manipuladora Globo resolveu fazer uma matéria sobre a proibição mais democrática, onde os dois pontos de vistas eram defendidos e psiquiatras e pais foram envolvidos na história.
Assista a matéria exibida no Jornal da Globo abaixo:
Fica claro na matéria, por ambas as partes, que o problema nacional não são os games violentos e suas ações realistas, mas sim, o controle que o país tem disso e em especial, da violência presente em qualquer esquina.
Acho justo ter uma faixa etária definida para cada jogo, assim como é utilizada para filmes, porém deve-se ter controle disso.
Não cabe a especialistas julgar se faz mal ou não aos jovens, e sim, aos pais dos mesmos.
É uma questão de tendência. Se um garoto tem problemas psicológicos, brigas em casa e problemas com drogas, por exemplo, tanto um jogo de ação quanto um filme pode despertar problemas psiquiatras e acordar nele um assassino que apenas dormia dentro dele.
O excelente Mauricio Ricardo fez uma charge sobre o assunto, que você confere abaixo:
Mas de todo material citado acima, o mais interessante é esta entrevista feita pelo blog “Liberdade Gamer” com os criadores do mapa que gerou tal proibição.
Roger e Joca criaram o mapa cs_rio em 2001 e de toda a repercussão que o mapa criou, por esta eles não esperavam.
Clique AQUI para ler na integra a entrevista.
O post abaixo, sobre a tradução antecipada do sétimo e tão aguardado último livro da série de Harry Potter, gerou muita polêmica. A notícia do grupo que fez o trabalho e disponibilizou a tradução em uma comunidade do Orkut, Máfia dos Livros, rodou por todo o país.O lançamento oficial do livro foi anunciado pela editora ROCCO para novembro, porém, muitos leitores já estão satisfeitos em saber o desfecho da história graças a ajuda desses fãs.
O TampaBlog! Entrevistou “Draco Lovegood”, mediador da comunidade responsável pela tradução não-oficial.
>> Comunidade oficial da tradução “Máfia dos Livros”
>> Site oficial da equipe de tradução “Harry Potter 7″
TB!: A tradução foi feita usando a edição americana? Alguém comprou o livro?
Draco: No inicio a tradução foi feita pelas fotos da versão americana que vazou.
Umas pessoas transcreviam o que estava escrito nas fotos pro Word e mandavam para os moderadores passarem para a equipe de tradutores. A partir do capitulo 13 alguém disponibilizou o livro completo transcrito na internet e a gente começou a trabalhar nele.
Quando o livro foi lançado oficialmente nos E.U.A., já estavamos mais ou menos no capitulo 30
Acredito que alguns dos tradutores, a partir do lançamento, traduziram do próprio livro em inglês.
TB!: Quantas pessoas participaram da equipe de tradução?
Draco: Mais ou menos 30.
TB!: A equipe de tradução foi contratada?
Draco: Não. Todos voluntários, membros da comunidade que se ofereciam para ajudar. Nós adcionavámos eles no MSN e passávamos os capítulos que precisavam ser traduzidos. Assim que terminavam, mandavam para nós por e-mail e os mediadores davam uma revisada para conferir se a tradução não teria sido feita com programas de tradução. Os capítulos eram postados em ordem, avulsos, assim que revisados.
TB!: Quanto tempo demorou para que o livro inteiro fosse traduzido e postado?
Draco: Com a ajuda dos voluntários, traduzimos o livro em um período de aproximadamente uma semana. Foi o maior trabalho em equipe que já participei. (risos)
TB!: Vocês ganharam algo pelo trabalho de tradução?
Draco: Nada! Nós nunca cobramos nada pelo trabalho.
TB!: Quantos membros a comunidade adquiriu em quanto tempo?
Draco: Até dois dias atrás, a comunidade tinha apenas 700 membros, agora já passam de 2 mil, graças a reportagens e afins.
TB!: Vocês não tem medo de processos ou ações contra a tradução do livro?
Draco: No inicio, não tínhamos idéia do que poderia acontecer.
TB!: Já houve algum pronunciamento da editora oficial, ROCCO?
Draco: A ROCCO já se pronunciou para a Globo.com dizendo que não vai nos processar, e que a ação apenas ajudou na divulgação do livro.
TB!: Houve algum tipo de manifestação CONTRA a tradução?
Draco: Não. Apenas comentários do site Globo.com que fizeram críticas e denegriram nosso trabalho, acusando-nos de pirataria. Diferente da própria editora ROCCO.
TB!: O trabalho foi feito mais por necessidade própria ou foi pensando nos fãs brasileiros em geral?
Draco: Pensando, especialmente, nos fãs. Achamos um absurdo a ROCCO publicar o livro apenas em novembro. É muito tempo de espera.
TB!: A Comunidade “Máfia dos Livros” pretende continuar com o trabalho, traduzindo também outros livros, distintos da série “Harry Potter” ?
Draco: Não, com toda esta história de processos, ficamos com receio e vimos que não vale a pena continuar e correr o risco. Ainda não pensamos se a comunidade irá continuar aberta.
TB!: Por que bloquearam a impressão do livro traduzido?
Draco: Para que não usem nosso trabalho para fins lucrativos e, assim, deixem de comprar o livro original que será lançado em novembro.
TB!: Para finalizar, algum recado ou agradecimento?
Draco: Gostaria de agradecer a todos os tradutores que perderam suas madrugadas traduzindo o livro sem receber nada em troca; assim como os moderadores que sofreram com as pessoas desesperadas pelos capítulos e agradecer também a todos que aprovaram nosso trabalho.